Parece igual, mas não é!

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer:

“Seu jeito parece muito com o de um primo meu que tem  TDAH!”

ou

“Você parece muito autista!”

ou

“Eu acho que você tem altas habilidades ou superdotação!”

A sobreposição de características entre diferentes condições do neurodesenvolvimento pode tornar essa diferenciação bastante complexa.

Uma pessoa pode apresentar desatenção, dificuldade para organizar a rotina, interesses intensos, necessidade de isolamento, sensibilidade a estímulos, aprendizagem rápida ou dificuldades específicas de leitura, e, ainda assim, essas manifestações podem ter explicações muito diferentes.

É por isso que, em uma avaliação, não basta identificar a presença de um comportamento isolado. É necessário compreender sua frequência, intensidade, contexto, história de desenvolvimento, impacto funcional e, principalmente, os processos que estão por trás dele.

O comportamento pode ser parecido. O funcionamento por trás dele pode ser diferente.

É sobre isso que vamos conversar nesta série: “Parece igual, mas não é.”

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